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quarta-feira, janeiro 26, 2011

E isto interessa porque...?


Isto está na página do correio da manhã. A minha pergunta é, que raio de pessoal é que vai andar ali a procurar mortes? Este jornal sempre foi sensacionalista, mas assim acho que já é um abuso..

domingo, dezembro 26, 2010

O lixo do Natal


Ah e tal, apelos na TV para não espetarem com o lixo de Natal logo na rua, para esperarem até hoje à noite, que é quando vai haver recolha, mas qual quê... Os papéis são capazes de ganhar cheiros em casa, só pode... Por essas e por outras este ano não embrulhei prendas. Poupa-se trabalho, o ambiente e estas tristezas da foto..

segunda-feira, dezembro 06, 2010

Porquê tanto alarido com o natal?


Não percebo, mas eu também não sou crente, nem uma consumista desgarrada para perceber o porquê de tanto preparativo, publicidade, peditório no natal. Vejo folhetos com coisas de natal desde Outubro(!!!), e esta semana de repente houve um "boom" de pais natal pendurados nas varandas... E rara a janela onde não se veja o reflexo das luzes a piscar...A EDP é que deve esfregar as mãozinhas de contente nesta altura do ano!
Compro prendas a quem sei que mas vai oferecer para não parecer mal. Pode ser que compre um bolo-rei e uns docinhos para ter por casa na altura. Mas não me peçam mais que isso. Não, não vou fazer árvore de natal. So what? Vou para o inferno por causa disso?
Mas há pessoas a quem isso faz muita confusão, o que se há-de fazer...
E os peditórios? A cada esquina lá está alguém a vender bonequinhos ou bibelots ou carteiras...para caridade. E é quando não se limitam a pedir "uma moedinha para ajudar...". Não tenho pachorra. Eu sou caridosa quando quero e posso, não é quando eles se lembram todos. Além disso não nasci rica portanto vão lá pedir para outro lado que ele para mim ás vezes já nem chega...

terça-feira, dezembro 08, 2009

Começo a odiar o natal..


Devo ter algum gene Grinch a revelar-se, não sei, mas a verdade é que até me arrepio quando passa pela enésima vez nesse dia aquela música de natal com 500 anos, dá-me vómitos olhar para as decoraçõezinhas que há em todo o lado, mete-me nojo o consumismo que se criou à volta desta data...
Já vejo folhetos de natal das mais diversas superfícies há dois meses, os brinquedos em promoção, as caixinhas de bombons em destaque... Mas que raio de frenesim é este em volta do natal?
Eu, que até sou ateia, acho graça que, numa quadra em que é suposto comemorar-se o nascimento de Jesus, o mais que se vê é pais natal e renas... No que a mim toca, o natal só serve para ter mais um dia de folga e estar com a família...

domingo, novembro 08, 2009

É só de mim ou isto é assim a modos que..

...um bocado sexual demais para o público alvo?

Música dos Buraka e uma Popota a bambolear as ancas e a abanar as mamas não
me parece lá muito adequado para o público-alvo,
que eu suponho que seja as criancinhas com menos de 12 anos,
e não as com mais de 16 e com um fetiche por hipopótamos vestidos
de maneira provocante em poses sensuais...

quinta-feira, janeiro 01, 2009

2009 no Montijo..

Foi às 0h30m...LOL
Às 23h45 lá fomos para a Frente Ribeirinha, de champanhe e passas na mão, com a máquina fotográfica em riste...23h59..O pessoal a contar: 10...9...8...7...6...5...4...3...2...1...Expectativa... E começa o fogo de artificio...em Alcochete, na Moita, no Barreiro, em Lisboa..e  no Montijo...NADA!

"Bom, se calhar é um bocadinho depois.." 
0h10, nada..0h15 nada..
"Olha que treta, não houve dinheiro para o fogo!"
Voltamos para casa..
0h30..Barulho de fogo de artificio!
ãh??
Olha, agora já não vemos...Bah!
Que parvoice, o fogo não é suposto ser à meia noite?? Só no Montijo mesmo.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Realmente acho que é quem mais precisa...

O Governo vai aumentar as reformas mais altas da Função Pública, apesar do valor do aumento ainda não estar definido. O Jornal de Notícias desta quinta-feira diz que esta decisão está prevista na proposta de Orçamento de Estado para 2009.

O valor da subida ainda não está definido, mas segundo o Jornal de Notícias, o Governo vai aumentar as pensões mais elevadas da Função Pública, ainda que não fosse obrigado a fazê-lo.
 
Segundo o que está previsto na lei, em anos em que a economia cresça abaixo dos dois por cento, o Governo não é obrigado à actualização das pensões mais altas.

No entanto e, ao contrário do que aconteceu em 2008, quando a previsão inicial do crescimento económico era de 2,2 por cento, o Orçamento de Estado para 2009 prevê o aumento das pensões cujo valor se situe entre os 2500 euros e o vencimento do primeiro-ministro, que ronda os 5400 euros.

A medida do Governo abrange cerca de 80 mil pensionistas, mas o executivo ainda não definiu qual será o percentual do aumento.

Mas, segundo avançou o secretário de Estado do Orçamento, nas pensões até 630 euros a subida vai ser de 2,9 por cento e nos escalões seguintes, até aos 2500 euros o acréscimo mensal será de 2,4 por cento.


in TSF


Só mesmo neste País... Em vez de aumentarem os desgraçados que (sobre)vivem com 200-300€/mês, aumentam os filhos da mãe que, coitadinhos!, SÓ ganham 1000-2000€ de reforma, provavelmente acumulada com outras reformas, por trabalhos onde estão 2-3 anos...

Isto revolta-me, a sério...




quarta-feira, agosto 20, 2008

A publicidade e as crianças

Se há alturas do ano em que as crianças são mais bombardeadas com publicidade agressiva, é no regresso às aulas e no natal.
Chega-se a esta altura do ano e começam os supermercados a destacar os cadernos do homem-aranha, os lápis da Barbie, as canetas do Noddy... É vê-los logo à entrada, com cartazes bem grandes, não vá a coisa passar despercebida...
Cartazes a dizer coisas do género: "O teu material diz muito sobre ti" ou "Com os cadernos XPTO vais ser a mais admirada" ou "Vai ao extremo com as canetas do homem aranha"...
Depois é ver os meninos a fazer birras descomunais e os papás a ceder...
Epá, sejamos sinceros! Numa altura de crise, como esta que atravessamos, será que realmente vale a pena gastar 2€ num caderno da moda, quanto estão os belos dos cadernos de capa preta a 0,30€ ao lado???
Será que os pais acreditam mesmo que a criancinha vai ser mais feliz e realizada se tiver o material da moda?
E as crianças, será que é correcto influenciá-las desta maneira?

terça-feira, fevereiro 19, 2008

Viver a crédito


É incrível a facilidade com que se recorre ao crédito hoje em dia...É para a casa, é para o carro, é para os electrodomésticos, para a mobília...até aqui tudo bem, são coisas necessárias...Mas depois há os créditos para comprar aquela TV do tamanho da parede, para comprar o telemóvel XPTO do momento, para comprar aquela jóia lindíssima...Fazem-se créditos que não se conseguem pagar..e entra-se na espiral de faz-crédito-para-pagar-outro-crédito...e começam a crescer as dívidas..e depois vemos nos jornais que os Portugueses têm cada vez mais dívidas aos créditos..

Sejamos coerentes, se não conseguimos pagar uma coisa desnecessária sem recorrer ao crédito, o melhor é nem comprar! Não é depois a andar a passar fome para pagar o crédito que vamos ficar mais felizes, não é?

segunda-feira, janeiro 21, 2008

A maldade das pessoas


Cada vez fico mais convencida que este mundo é uma selva, onde ou estamos à altura de certas víboras e nos vamos safando, ou somos bonzinhos e lixamo-nos..
Como alguns de vós já devem ter percebido, estou novamente desempregada...Estava a termo incerto e o patrão decidiu acabar com ele no principio de Janeiro... Agora é assim, a razão oficial é que este mês é fraco e foi corte de pessoal ( fui eu e mais uma colega), o estranho é que na semana a seguir já lá estava uma empregada nova...Adiante..
A verdade é que tive o azar de estar no lugar errado à hora errada...que é como quem diz, tive o azar de ter trocado de turno num sábado e ter ficado no turno das víboras..Sim, porque isto lá era assim...havia um turno fixe(o meu) que era basicamente o pessoal a contrato e havia o turno das víboras, que era o pessoal efectivo...e no meio dessas víboras, havia uma particularmente venenosa...famosa por já ter feito muitas empregadas saírem..e como ia a dizer, troquei de turno num sábado em que chegou um camião às 22h30...coisa que eu nem soube no dia porque estava a arrumar a loja..e as minhas ricas colegas em vez de abrirem o portão do armazém ao senhor, não. Fingiram que não estava ninguém..só que fingiram mal..e o senhor fez queixa..Vaí daí, o que é que elas fizeram? "Ah e tal, foi a peacelove que estava lá sozinha a cantar.."
Quando eu soube desta versão, nem imaginam a minha vontade de rir..pois claro, eu estava sozinha a cantar no armazém...era o que eu fazia mais! Aquilo era umas óperas! Ui! Nem levei a coisa muito a sério, pensei mesmo que ninguém ia morder essa história..
Hoje penso que afinal até morderam...
Já a minha colega, teve o azar de não se calar perante uma das víboras.. Porque havia uma que tinha a mania que mandava lá dentro...e gostava muito de levantar a voz connosco...muitas vezes no meio da loja, à frente dos clientes.. E a minha colega não foi em histórias.. A primeira vez que a víbora lhe gritou (por esta colega estar supostamente a sair mais cedo..) ela avisou que não era surda...A segunda vez (mesmo motivo,parece-me), ela avisou novamente "olha que eu não sou surda e não te volto a dizer isto"..À terceira...foi de vez...mais uma vez o suposto sair mais cedo..até éramos nós as duas..que ela avisou e nós tudo bem..vamos lá fazer tempo e já subimos...Subimos e eu fui logo perguntar à secretária que horas tinha..pelo relógio dela, o meu estava certo também...a víbora sobe as escadas aos gritos...a minha colega vira-se "Realmente nunca consigo ter o relógio certo, é incrível!" , mais gritos da parte da víbora..."EPÀ, NÃO ME MOIAS!"...Reacção hilariante por parte da víbora..."Tu não me falas assim!!"...
Virámos costas..deixar a maluca a falar sozinha..Passado duas semanas recebíamos em casa a cartinha a informar do fim do contrato..tá certo..
Lição a receber: para víbora...é melhor ser víbora e meia...ou lixamo-nos.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Desemprego


Cada vez mais penso que a elevada taxa de desemprego no nosso país não se deve à falta de empregos, mas sim à falta de pessoas com vontade de trabalhar...Estou a trabalhar numa loja há 3 meses e já por lá passaram imensas empregadas..Algumas vão lá 1 dia e nunca mais lá põem os pés... outras querem estar o tempo todo na conversa, mas trabalhar não é com elas.. recentemente houve uma que foi apanhada a fumar na casa de banho.. foi avisada que é estritamente proibido fumar dentro da loja..preferiu arriscar e foi para o olho da rua..
Algumas vão lá e acham que são muitas horas sem comer ( de facto, pelos desejos do patrão bem podíamos passar ali 5h seguidas sem comer, mas óbvio que temos maneiras de "escapar" para comer qualquer coisa..), que não acham bem trabalhar de pé (?), que o ordenado é curto...
Bolas, eu quando andava à procura de emprego não estava com essas esquisitices...queria era ganhar o meu dinheiro! E depois queixam-se que a taxa de desemprego está alta..Eu vejo para aí anúncios de empregos aos montes! O pessoal não quer é trabalhar!

sexta-feira, dezembro 07, 2007

É natal...


Chega a época do natal, recebe-se o belo do subsidio e toca de ir torrá-lo no centro comercial mais próximo...
É a bela da novela, todos os anos... Há que comprar uma árvore nova, que a do ano passado tem pó e dá trabalho limpar...Enfeites novos, porque os do ano passado já não estão na moda...Luzes e bonecos iluminados para competir com os vizinhos... Quinhentas prendas para cada criança da família, para ver quem é mais generoso... Há que ter loiça nova para a mesa do natal...
Há contas para pagar, dividas para liquidar...mas que se lixe, o subsidio é para as prendas!! Se for preciso, vai-se à citibank e eles dão um cartão com 1000€...

Bolas, eu tenho 19 anos e mais juízo que pessoas que têm idade para ser meus avós...Ainda no outro dia eu estava à caixa e uma senhora utilizou MB para pagar e ao abrir a carteira vi que tinha montes de cartões VISA...Mas qual é a necessidade??? Se não tem dinheiro, não compra e ponto final!!

Eu recebi X, e não faço tenção de gastar mais que Y em prendas...Vão umas prendas melhorzitas para a famelga mais próxima, o resto são pequenas lembranças, que o que importa é a intenção e não o dinheiro gasto... O importante é estar com quem mais gostamos e aproveitar bem as guloseimas hehe.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Ladrões!


Não, ninguém me roubou! E também não estou a falar do nosso governo! Lol
Estou mesmo a falar daquelas pessoas que entram nas lojas e levam coisas "emprestadas"...
Ora trabalhando eu numa loja muito frequentada pelos amigos do alheio, já me começo a habituar a este tipo de cenas. Mas ontem houve uma inédita. Normalmente o tipo de pessoa que costumamos apanhar são homens, ucranianos, ciganos e pretos. Atenção, não digo que todos roubem, mas é o perfil mais frequente! Ontem houve uma novidade: era uma mulher, branca, com ar de quem não faz mal a uma mosca! A senhora entrou na loja com um saco de supermercado ( não fazemos qualquer tipo de controlo) e vá de o encher com coisas. Saiu, como os alarmes não apitaram, safou-se e foi ao hiper mais próximo..Erro dela: foi roubar no hiper também...só que no hiper há câmaras de vigilância e alarmes em tudo..Ora, pois claro que foi apanhada! Fizeram-na pagar o que roubou e trouxeram-na para a nossa loja para resolver a situação das coisas que roubou a nós..
A senhora dizia que pagava, para não chamar a GNR.. mas as nossas ordens é para chamar SEMPRE a GNR nestes casos..mesmo que os ladrões se dispõem a pagar o roubado...a senhora lá foi com os guardas para a esquadra e as coisas lá ficaram na loja...Não parecia nada arrependida...e quando disse que era do Vale da Amoreira o guarda perguntou se ela tinha vindo de propósito para roubar..."Ah não, vinha só lanchar..."...
O incrivel é que ela foi-se lixar por causa de uma moldura, uns quantos pincéis, um ambientador automóvel, um isqueiro de cozinha e uns autocolantes...Aquilo tudo junto nem chegava a 15€...O guarda até disse "Ao menos assaltava um banco". LOL
Agora a questão é que rotulamos certas pessoas de uma certa maneira e nem desconfiamos de gente assim...mas se calhar se formos a ver, a maior parte das pessoas que roubam são assim: pessoas que podiam ser a nossa mãe ou o nosso pai...

sexta-feira, outubro 05, 2007

Ambiente de trabalho

Não, não vos falar de computadores, mas sim do ambiente que vivemos no nosso local de trabalho. Acho que é das coisas mais importantes no trabalho, ter um bom ambiente, de companheirismo e entreajuda!
No meu primeiro trabalho era só eu a aturar a patroa que me fazia a cabeça em água..daí que ao fim de uns tempos já andava fartinha de lá estar e já não tinha vontade nenhuma de levantar da cama de manhã..ia mesmo contrariada, mal-disposta, enfim...
Depois saí de lá e estive 2 dias noutro sitio..foi só à experiência...Tinha o patrão e três colegas de trabalho..pior ainda! Eram super antipáticos comigo! Ambiente mau mesmo! Não tive pena nenhuma de não ficar!
Onde estou agora, tenho vários colegas de trabalho e estou a adorar, há imenso companheirismo e amizade, trabalha-se quando se tem de trabalhar, mas também há espaço para brincadeiras e bom humor! E acho que é muito importante este tipo de ambiente, mesmo que o trabalho às vezes seja mais cansativo, a vontade de ir é maior, porque sei que vou poder rir um pouco e até descontrair! Em 3 semanas já fiz ali boas amizades, e tenho vontade de por lá ficar.

E vocês, têm e acham que é importante ter bom ambiente de trabalho?

quinta-feira, setembro 06, 2007

Incêndios e o tipico tuga..

Deflagrou numa área de mato
Setúbal: incêndio lavra perto de uma zona de prédios
05.09.2007 - 21h58

Um incêndio deflagrou hoje, pelas 20h30, numa zona de mato situada na Várzea de Setúbal, estando ainda por circunscrever. O fogo está a lavrar próximo de prédios.

Uma hora depois, pelas 21h30, as chamas, com dois metros de altura, estavam a poucos metros de prédios de habitação junto à Estrada dos Ciprestes, segundo constatou a Lusa, mas os bombeiros não confirmavam a existência de casas em perigo.

Fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro disse à Lusa que o fogo, de origem desconhecida, estende-se por cinco a seis hectares.

O incêndio está a ser combatido por diversas corporações de bombeiros, estando a ser mobilizados mais meios de socorro para o local.

última hora- Público


Pois é, ontem por acaso calhou eu ir a Setúbal por volta dessa hora.. Vi o inicio de incêndio e até disse que devia ser só alguma queimada..Mas quando voltávamos do Jumbo, as chamas já tinham crescido e bem e via-se que estavam bem perto dos prédios... Para além disso, outro indicio de que se tratava de um incêndio a sério é que havia montes de pessoas paradas a olhar...Não é que até houve quem parasse o carro à berma da estrada só para ir ver?? É típico dos tugas, se acontece alguma desgraça, lá estão eles para ver tudo.. Não percebo qual é a pica de estar ali parado a olhar...se ao menos estivessem a ajudar!! Enfim..

terça-feira, julho 24, 2007

Preconceitos e racismo..


Sempre me considerei uma pessoa com mente aberta, (tento) não julgar ninguém, aceito as diferenças dos outros, (tento) não ter ideias pré-concebidas sobre uma pessoa com base no seu aspecto ou religião ou etnia.. Mas depois acontecem coisas ou aparecem pessoas que fazem questão de fomentar os preconceitos..
Uns dos que fazem mais questão de fomentar o preconceito são os ciganos. Em cada 10 ciganos que conheço, 9 roubam, enganam, aldrabam...Sempre há um que até é boa pessoa e não faz nada disso, mas apesar de, conhecendo eu tal pessoa, não ter nada contra, havendo outros que são os tais 9 em 10, terei de esforçar a minha mente para não ter atitudes preconceituosas..
E isto vem tudo a propósito do quê? De uma ciganita pequena, com os seus 12 ou 13 anos, que quase todos os dias me vai moer o juízo lá na loja... Entra lá a incomodar os clientes, tentando vender pensos, pede 14 cêntimos em pistachos e entretanto vai tirando e comendo ou roubando o que está por perto.. A minha paciência tem limites, por um lado, mas por outro tenho aquele medo que ela chame outros para me fazer mal...Porque já vi vidas desgraçadas por menos...
E assim, tentando eu não ser preconceituosa, acabo por pensar, cigana de um raio...só sabe é roubar.

sexta-feira, junho 15, 2007

Está aberta a época da caça aos clientes



Pois é, não sei se sabem do que estou a falar..Sabem aqueles chatos que batem à porta e se vocês atenderem eles perguntam se estão interessados em aderir à cabovisão/clix/oni/PT/sei lá que mais..?Pois, é mesmo disso que estou a falar!
Não sei como é onde vocês moram, mas aqui no Montijo tem sido um desfile de vendedores aqui à minha porta!..É que chegam a ser dois, três por dia!
Eu que até sou uma gaja que não faz muito barulho, a maior parte das vezes finjo que não está ninguém..O que até já correu menos bem, já que eu devo ter feito algum barulhinho ao aproximar-me da porta para ver quem era pelo buraquinho..não atendi..e os chatos lá seguiram para o andar a seguir a dizer "As pessoas pensam que nós somos parvos"..Bem, e eles devem pensar que as pessoas querem ser chateadas por eles!..
Sei que só estão a fazer o trabalho deles, mas chiça, virem-me bater à porta quinhentas vezes para tentar impingir o que andam a vender..haja paciência! Acho que vou colar um bilhete na porta a dizer "Seja o que for que está a vender, não estou interessada...nem toque à campainha!".

segunda-feira, junho 04, 2007

Geração rasca

Se tiverem paciência, leiam tudo, porque vale a pena. Eu fiquei de boca aberta..

SWEET LITTLE SIXTEEN

Eles entram no comboio da meia-noite. Em Cascais, no Estoril, em Oeiras. Trazem uma garrafa de J&B (15 €), outra de Coca-Cola de litro e meio (1,95 €). Misturam o whisky na garrafa de refrigerante. Bruno tem uns ténis Nike (150 €), Duarte calça uns Reebok (80 €), Tiago tem uma camisola Billabong (80 €). Cada um recebeu uma nota de 20 para sair nesta noite de sexta-feira. O gargalo de plástico circula pelas bocas – não se trata de um método de poupança ou de falta de dinheiro para beber, mas de um ritual de afirmação, de um rápido expediente para abandonar a sobriedade.

Eles têm calças descaídas que quase lhes mostram o rabo. Têm fitas ao pescoço que seguram as chaves de casa. Substituíram as clássicas camisas de riscas por camisolas com gorros, os sapatos de vela por ténis. Dizem: “Isso já não se usa.”

Eles crescem na linha de Cascais. Confessam que não sabem de nenhuma recessão económica, que continuam a receber o mesmo dinheiro. Têm 16 anos. Nasceram em 1988, a primeira geração filha da União Europeia, dos dinheiros comunitários, da prosperidade cavaquista. Nasceram no ano em que o programa Humor de Perdição, de Herman José, foi censurado na RTP, no ano em que Gorbatchev visitou as Nações Unidas quase três década depois de Kruchtchev, quando faltavam meses para que David Hasselhof, o actor da série Marés Vivas, desse um concerto para milhares de alemães celebrando a queda do Muro de Berlim.

Eles não se lembram do país sem auto-estradas, dos carros revistados na fronteira com Espanha, do mundo sem internet, sem telemóveis.

O comboio pára. Grupos de adolescentes saem, movem-se no túnel da estação de Alcântara. Escolhem diferentes saídas. Eles separam-se das amigas. Duarte diz: “Caga nisso, elas querem ir para o W.” Tiago explica o roteiro da noite, enumera as discotecas, todas em redor da estação de comboios: ABS, W, Garage – a mais popular entre os adolescentes –, e o Queens, onde a marca de roupa Billabong organiza uma festa. Pagam 12 euros na entrada. Entregam as senhas no bar. Whisky com Coca-Cola. Tiago, o mais precoce, é o único que não fuma. Com dez anos frequentava as matinés do Bauhaus, no Estoril. Com 11 iniciou-se nos cigarros. Com 16 acabou com o vício.

No domingo, sentam-se numa esplanada de praia. Há cinco rapazes com camisolas Billabong. Há ainda óculos de sol Von Zipper (80 €). Uma moto de 125 centímetros cúbicos (3 mil €), para a qual seria preciso carta de condução que o dono não tem. Estudam em liceu oficiais. Frequentaram colégios privados mas, na adolescência, pediram aos pais para os mudarem para o ensino público. Mais liberdade, menos carga horária, e a suspeita de menos controlo dos professores.

O aparelho nos dentes de Madalena dificulta-lhe a articulação das respostas tal como a impaciência quando conta que chumbou por faltas a todas as disciplinas: “Não, não sei o que vou fazer.” Depois do castigo, voltou a sair uma vez por semana, com horário de chegada decretado para as sete da manhã. Recebe, nessas noites, e como quase todos os outros, 20 euros.

Há coisas que lhes parecem seguras porque são comuns entre todos. Semanada de 15 a 30 euros. Telemóvel. Quarto equipado com televisão, TV Cabo e computador com internet de banda larga. Dinheiro extra para roupa, para carregar os telefones. Duarte fala da inexistente gestão dos saldos: “Pomos 20 euros no cartão. No dia seguinte não temos nada.” Os amigos gozam com Miguel: “Este gajo gastou 70 euros só a mandar sms, a um cêntimo cada.” Sete mil mensagens escritas num mês, 233 por dia. Miguel tem a cabeça apontada para os ténis. Os amigos substituem-no na tarefa de responder: “Eram para a namorada.”

No ano em que os pais os inscreveram na escola primária, em 1994, Nelson Mandela foi eleito presidente da África do Sul, anunciava-se o fim do cavaquismo com a revolta na Ponte 25 de Abril. Publicaram-se fotos de universitários em manifestações antipropinas – um mostrava as nádegas, outro segurava o pénis. O Benfica ganhou o campeonato nacional. Estreou Pulp Fiction, de Quentin Tarantino.

Madalena chumbou por faltas mas aparece todos os dias na escola, a seguir ao almoço. Conversa com as amigas no outro lado da rua, fuma Camel e, perto das seis da tarde, regressa a casa, liga a televisão, senta-se ao computador para continuar a conversa com as mesmas amigas. Desta vez na internet. Utiliza o msn messenger. Interrompem-na para jantar em família. Regressa mais tarde, para falar nas janelas que saltam no ecrã. Deita-se antes da meia-noite.

Entre os adolescentes, o messenger tornou-se num engenho de contacto social que, como o álcool, dilui a vergonha e facilita a aproximação. Nos Salesianos, no Estoril – mensalidade, no 11º ano, de 303 € –, Rita Costa e Rita Pestana, psicólogas da escola, intercalam-se nas explicações sobre o uso compulsivo do messenger: “Têm mais à-vontade, podem dizer mais coisas. Não há o constrangimento físico de estarem frente-a-frente.” No messenger, não se mostram expressões faciais, desconforto físico. Para um rapaz que, em público e diante dos amigos, nunca iniciaria uma conversa com uma rapariga, basta, na segurança do seu quarto, abrir uma janela e teclar uma frase. O messenger dá-lhes liberdade, porque não é tão controlado pelos pais como era a utilização do telefone. Pode-se falar, pode-se mesmo ver os amigos durante as noites de semana. Trocam fotografias digitalizadas, utilizam microfones, câmaras.

No tempo sem escola, as horas de messenger ultrapassaram a televisão. Madalena diz: “Vejo a telenovela.” Duarte diz: “Sport TV”. Eles ligam o aparelho no quarto mas não lhe prestam atenção. Quase ninguém, neste grupo, vê noticiários, lê livros, jornais, revistas, nem mesmo as cor-de-rosa. Duarte responde, como se quisesse mostrar-se interessado: “Estou a ler Os Maias.” Depois ironiza, para não arriscar estranheza entre os amigos: “Há dois anos.”

Só dois deles têm actividades extracurriculares – fazem desporto federado. Francisco, que passou algumas semanas de verão em Inglaterra, a aprender o idioma, quer ser gestor. Os outros não sabem o que estudar. Não se interessam por viagens. Miguel diz: “Estive em Espanha com os meus pais e em mais uns países, mas não me lembro do nome.”

Internet, telemóveis que enviam fotografias, que produzem música. Num mundo global, eles não se interessam pelo resto do planeta. João Dionísio, psicólogo e director da Multivária, empresa de estudos de mercado, explica o desinteresse: “Estão na fase mais autocentrada da vida, em que se procura uma identidade pessoal, social e sexual. O uso que fazem do dinheiro – nas saídas, na roupa de marca – são tentativas de definição da personalidade. O facto de viverem numa microrrealidade privilegiada, como a linha de Cascais, isola-os mais do mundo. Depois, quando entram na faculdade, descentram-se.” Eles sempre receberam conforto. Confundem-no com preguiça. Uma normalidade que julgam intocável. Nos Salesianos do Estoril, as psicólogas dizem: “O conceito de esforço é diminuto. Estão habituados ao facilitismo, ao excesso de valorização das marcas, ao consumismo.”

Na discoteca Queens, o álcool desbloqueia a agilidade para a dança, o atrevimento das mãos. Duarte passa por uma miúda de saia, de botas, de t-shirt curta que mostra a barriga. Toca-lhe na cintura, ela aperta-lhe o nariz. O jogo infantil repete-se sempre que se cruzam, a brincadeira dos toques. Duarte regressa, informa os amigos: “Ela tem namorado e tem medo de ficar com fama de ****.” Ela tem 13 anos. Meia hora mais tarde tocam as línguas num sofá da discoteca.



Ricardo recorda uma noite no Garage. Como ele, uma rapariga que acabara de conhecer tinha de regressar no primeiro comboio. São sete estações para Ricardo chegar a casa, 19 minutos de viagem: “Não usei preservativo, foi uma rapidinha entre as duas carruagens.” Os amigos confirmam o relato. Nas discotecas, dizem, há mãos de rapazes dentro das calças das raparigas e, por vezes, a troca do favor. Duarte aponta para Catarina: “Ela curte com um diferente todos os fins-de-semana”. Ele, se pudesse, curtia com uma todos os dias.



Segundo um estudo recente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia, 16 por cento das adolescentes não usa qualquer contraceptivo, 32,9 por cento utilizou a pílula do dia seguinte.

Tiago analisa a pista de dança, diz: “Elas agora são mais atrevidas. Deixam de ser virgens com um gajo que nunca mais vão ver. Aqui são as maiores, mas na cama acanham-se.” Elas, como Catarina, como Madalena, comentam no domingo seguinte: “Eles querem comer e deitar fora.”

Há mais liberdade sexual,mais precocidade.

Outra vez a internet. Duarte mostra as fotos que as amigas lhe enviam pelo messenger quando conversam. Raparigas em biquíni, em posições sensuais. Ele tem imagens suas para retribuir. Na praia ou com óculos escuros. Há ainda fotografias de algumas adolescentes que, pela falta de discrição de alguns rapazes, começaram a circular. Há a história – e as imagens como prova – de uma miúda de 15 anos que se mostrou sem roupa ao namorado, dobrando-se sobre a câmara, apertando o peito. “Ela encornou-o, explica Duarte, e o gajo, para se vingar, mandou as fotos aos amigos, que mandaram para mais gente. Sempre que ela passava no liceu chamavam-lhe porca.”

Eram dez da manhã quando, num intervalo das aulas, numa rua perto da escola, Miguel e um amigo foram revistados pela Polícia: “Tinha um conto de ganza no bolso.” Miguel apareceu uma vez, como lhe mandou o juiz, na Comissão de Dissuasão para a Toxicodependência. Ficaram de o chamar mas, nos últimos dois meses, ninguém lhe telefonou. Os pais cortaram-lhe as saídas. “Fumei muito na altura do Natal, até na Noite de Consoada. Mas deixei.”

Um estudo do Instituto Português da Droga e da Toxicodependência, de 2001, diz que os jovens provam drogas cada vez mais cedo e que 14 em cada 100 alunos, com menos de 15 anos, já o fizeram pelo menos uma vez.

Na linha de Cascais, o álcool sempre foi mais valorizado que as drogas. Os mais ricos bebem, os mais pobres drogam-se – um legado da hegemonia da heroína, a droga mais suja, mais destruidora, agora de consumo reduzido entre os adolescentes urbanos. Mas o álcool é um teste à masculinidade. Um hábito de classe. Tiago diz: “O copos são melhores para um gajo se divertir.” Um shot num bar custa 1,5 euros, numa discoteca três euros. Entre a uma e as duas da manhã, dois adolescentes são carregados pelos amigos e vomitam na casa de banho do Queens.

Certa noite, Leonor acordou no hospital, com a ajuda de uma injecção de glicose, depois de entrar em coma alcoólico. Os pais foram buscá-la. Todos dizem que os pais sabem que os filhos bebem. Francisco conta: “A minha mãe já me ajudou a vomitar quando cheguei a casa.”

João Dionísio explica o consumo de álcool, de drogas: “Trata-se da partilha de significado com o grupo, da necessidade de procurar sensações, de experimentar. Eles não o fazem porque o mundo é mau, mas porque a música parece melhor, porque ficam mais felizes.”

Eles tinham dez anos em 1998, quando Suharto abandonou a presidência da Indonésia, quando Saramago ganhou o Nobel, quando inventaram o Viagra.

Os adultos costumam ter, em retrospectiva, uma ideia mais pura daquilo que foi o seu passado. Segundo João Dionísio: “Não existe, entre os adolescentes e a geração anterior, uma mudança da temática das emoções. Os impulsos são os mesmos.” Ou seja, o reconhecimento conseguido com as bebedeiras, o estilo e a maturidade dos cigarros, o risco das drogas, a ansiedade sexual. Mudou, no entanto, o tempo de iniciação. Em vez do embaraço ao entrar num clube de vídeo, há a pornografia na internet, e a possibilidade de conhecer estranhos em chats. Há telemóveis aos dez anos, saídas nocturnas aos doze: “Os miúdos do primeiro ciclo fazem imensa pressão junto dos pais”, explicam as psicólogas dos Salesianos. “E, como os outros saem, eles também querem sair. Só daqui a alguns anos poderemos avaliar as consequências desta precocidade.”

No final da tarde de domingo, sem ter de se preocupar com a tristeza que antecipa o despertador na manhã seguinte, nem com as aulas, nem com os trabalhos de casa que não fez, Madalena, a pensar no próximo fim-de-semana, diz: “Dantes é que nos arranjávamos todas para sair, agora nem usamos maquilhagem.”

(Os nomes dos adolescentes neste artigo foram modificados)

Lido no fórum AHO

Eu tenho 18 anos, mas não me revejo em nada disto..mas sei que é a realidade da maioria dos jovens de hoje...e pergunto-me, onde é que esta juventude vai parar?..

quinta-feira, maio 24, 2007

Bibliotecas e leituras



Ontem fui à biblioteca e encontrei finalmente o livro que há tanto tempo ando para ler- "Memórias de uma gueixa"de Arthur Golden. Encontrei por acaso na secção dos destaques. A questão é que as bibliotecas às vezes estão tão desorganizadas que é quase impossível conseguir encontrar o livro que queremos, pelo menos sem ajuda, se bem que às vezes nem os próprios bibliotecários sabem onde procurar o livro que pedimos..Mas pondo isto de parte, até que gosto de explorar as bibliotecas, conhecer os segredos de cada estante, de cada secção..e de vez em quando lá descubro um bom livro que de outra maneira nunca leria!
Acho é triste haver tão poucas pessoas a utilizar as bibliotecas. As pessoas preferem ou não ler, ou gastar dinheiro em livros, que muitas vezes bastava ir à biblioteca mais próxima..
Bem, o pior mesmo é não ler.. Porque ninguém pode dizer que não lê por não ter dinheiro para livros ( que eu saiba nenhuma biblioteca cobra pelos livros que requisitamos!), ou por não ter tempo. Tempo arranja-se sempre. Eu até na casa-de-banho leio! LOL
Outra coisa é que ao lermos, desenvolvemos imenso o nosso vocabulário, aprendemos sempre qualquer coisa nova com cada livro que lemos.
Posto esta lengalenga toda, deixo as perguntas: frequentam as bibliotecas e requisitam livros para lerem em casa? Qual foi o último livro que leram?

quinta-feira, maio 17, 2007

Porque nem tudo está perdido..

Como prometido no post de ontem, aqui ficam alguns dos que eu considero bons anúncios:



Este anuncio é sobre o abandono dos animais.



Anúncio da EDP.



Renault Mégane GT.



Organics.



Nissan.